Notas políticas e sociais desta página: 1. Hospital São José 2.Curso de Sexualidade na APM, Dra. Tânia Santana 3. A Enciclopédia Médica da Família 4. Livro Mentes Femininas, Dr. Joel Rennó Jr. 5. Dra. Adriana Mazzoni no palco 6. Dia da Mulher com Médicas na Livraria 7. Prevenção com Dra.Angelita Gama e Neguinho da Beija Flor 8. Artrite Reumatóide no Maksoud Plaza 9. Meu Jantar de 4 mil programas médicos, com 100 médicos . A Revolta Médica e a Máquina do Tempo (meu artigo + notícias) 10. O Bandido Virou Mocinho (meu artigo +notícias) 11. Dr. House Brasileiro, quem? 12. Angelita Gama, prêmio Conrado Wessel. . 13. Cirurgias do Mal 14. Formar Médicos é Coisa Séria.15. Em defesa do SUS 16. O que pensa o Presidente da APM, Dr;Florisval Meinão.
O que pensa o novo presidente da Associação Paulista de Medicina
O
otorrinolaringologista Florisval Meinão chega à presidência
da Associação Paulista de Medicina ao completar 30 anos como
associado, mais da metade deles dedicados à Defesa
Profissional, diretoria que ocupou de 1995 a 2005, quando se
tornou 1º vice-presidente da APM, coordenador nacional de
Consolidação e Defesa da CBHPM e representante da Associação
Médica Brasileira (AMB) junto à Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). Nesta entrevista, ele explica quais serão
as prioridades da entidade neste novo período.
Há muitos desafios quanto à formação médica?
Ao longo dos anos, foi aberto um grande número de escolas médicas que oferecem estudo precário. Faltam laboratórios, hospitais universitários, professores qualificados e vocacionados. O mercado está recebendo médicos com formação deficitária, o que pode ser muito perigoso. A sociedade ainda não se deu conta disso. A classe política também ainda não percebeu a necessidade de estabelecer critérios rígidos para a abertura de escolas. Além disso, não há vagas de residência para todos. Ocorre um grande filtro: só alguns conseguem. Os demais permanecem à margem, sendo que o treinamento em serviço poderia minimizar falhas da formação. Por fim, há tentativas de abrir programas de residência em grande escala para atender esse número elevado de médicos formados, mas, se não houver estrutura adequada, será criado um novo problema. Diante disso, é essencial fortalecer o papel das Sociedades de Especialidade na elaboração do processo de formação do médico especialista.
Quais são os principais desafios da próxima gestão?
A APM deve atuar para atender as principais demandas no que se refere ao trabalho médico e à assistência à saúde. A grande maioria dos médicos presta serviço a planos de saúde ou ao Sistema Único de Saúde [SUS]. Há inúmeros problemas na saúde suplementar. Os honorários estão bastante defasados. A defesa de remuneração digna é uma das bandeiras que a APM sempre empunhou. Os contratos das empresas com os médicos não garantem os direitos que os profissionais devem ter em uma relação equilibrada. É essencial sua regularização, especialmente quanto ao reajuste anual.
O
que mais poderia destacar sobre planos de saúde?
Vivemos um momento especial na mobilização dos médicos pela revisão da saúde suplementar. Vemos as Sociedades de Especialidade, Sindicatos, Conselhos e Associações com o mesmo ideal e estratégia, e os médicos têm respondido de forma positiva. Recuperamos o ímpeto do movimento pela CBHPM [ClassificaçãoBrasileiraHierarquizadadeProcedimentosMédicos], de 2003 a 2005, com mais maturidade. Não mais nos deixaremos explorar. Quero dizer que não são ações pontuais. Estamos decididos a manter negociações anuais de valores de honorários e a continuar o diálogo com as empresas, nas várias instâncias possíveis, a fim de corrigir, uma a uma, todas as distorções do setor. A pesquisa da APM / Datafolha de 2010 deixou muito claro que os médicos se sentem pressionados para conter despesas, em prejuízo dos pacientes. São questões que afetam diretamente a atividade do médico e cabe à APM apresentar soluções. Vale ressaltar que a luta para recuperar essa situação de domínio sobre honorários, referencial e autonomia não é feita apenas pelas lideranças. É dever do conjunto dos médicos. Sem participação maciça, não conseguimos avançar.
Diria que a CBHPM está consolidada?
Quando foi lançada, uma parte das empresas decidiu utilizá-la. As autogestões foram o segmento que mais avançou. Muitas cooperativas também adotaram. Em alguns Estados, houve um intercâmbio. As empresas de medicina de grupo e as seguradoras resistiram inicialmente. Depois, a implantação da CBHPM ocorreu de maneira inusitada: na TUSS [Terminologia Unificada da Saúde Suplementar], o que foi um avanço importante, pois a classe médica recuperou o direito de dizer o que deve ou não ser incorporado. A própria ANS delegou à AMB o poder de produzir a terminologia. É uma vitória enorme, que veio em função da credibilidade da CBHPM. Hoje, se discute seu sistema de hierarquização, que permite maior equilíbrio na remuneração de consultas e procedimentos. Mas a questão fundamental que envolve o quanto o médico recebe pelo seu trabalho não depende apenas da CBHPM em si. Depende da luta da classe médica e é isso o que estamos fazendo.
E quanto à saúde pública?
A situação é grave. Os honorários são muito baixos. Com frequência, o médico encontra dificuldade para receber, porque o pagamento ocorre via hospital e muitos, em situação financeira precária, demoram para repassar os valores, que já são pequenos. Uma parte dos médicos hoje trabalha para organizações sociais ou outras entidades que, de certa forma, administram o serviço público. Esta relação contratual nem sempre é transparente, com as garantias trabalhistas cabíveis. Para os médicos concursados, os salários são insuficientes. Quanto à qualidade, o médico muitas vezes não dispõe de recursos minimamente adequados para prestar o atendimento, de tal forma que, além de ser mal remunerado, este profissional tem condições de trabalho insatisfatórias para que exerça a medicina dentro dos padrões preconizados. Outra questão importante são as jornadas extensivas. Para somar uma remuneração razoável, o médico se vê obrigado a ter vários empregos, em carga horária desgastante; submete-se aos riscos do trânsito, das estradas e da violência urbana em geral.
Como avalia as propostas de Carreira de Estado e PCCV?
A Carreira de Estado é destinada a um número mais restrito de médicos; inclui dedicação exclusiva e permite que eles deem assistência onde é difícil alocar profissionais. Só com uma carreira de Estado bem estruturada e mecanismos de progressão e mobilidade é que esses médicos poderão se fixar nas regiões mais distantes. Contudo, a grande maioria tem vocação para trabalhar uma parte de sua jornada no serviço público e outra na medicina privada. Para esses médicos, são necessários remuneração adequada e um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos capaz de estimular sua progressão. As duas propostas se completam e são importantes não somente para o médico, mas para garantir assistência à população, no sentido de comprometer o profissional com o SUS. A maior parte das pessoas não tem acesso ao serviço público de saúde por uma série de fatores, entre os quais a falta de médicos especialistas e a dificuldade de continuar os tratamentos. As filas intermináveis são verdadeiras barreiras.
A medicina carece de regulamentação?
Até hoje não existe de forma clara a separação do campo de atuação de cada profissional de saúde. É nítido que cabe ao médico o diagnóstico das doenças e a indicação da terapêutica, pois só ele tem formação para tanto. Vemos, porém, outros profissionais avançando neste campo progressivamente, o que coloca em risco a população. A assistência à saúde é multiprofissional, mas o papel de cada um tem que ser bem definido. Ao lado da Associação Médica Brasileira, que tem uma atuação muito forte junto aos parlamentares, a APM deve trabalhar no sentido de que a regulamentação seja aprovada.
Faltam recursos para a saúde no Brasil?
O subfinanciamento é o grande problema do SUS. Na comparação com a iniciativa privada, fica claro que estamos bem abaixo. Somos um dos países que menos investem em saúde em relação ao PIB [ProdutoInternoBruto]. Os valores nominais também são vergonhosos. É praticamente unânime que o financiamento é insuficiente. A proposta de regulamentação da Emenda Constitucional 29, que tem levantado este debate no Parlamento, resultaria em reforço significativo de verbas. É nossa grande aposta no momento, mas sem a criação de um novo imposto. A sociedade não tolera mais a alta carga tributária. A experiência da CPMF foi muito ruim. O dinheiro entrou por um lado, mas saiu por outro. O governo deve fazer uma reengenharia dos seus gastos e destinar recursos para a saúde com o que já arrecada.
O que poderia comentar sobre gestão?
A gestão direta do serviço público encontra dificuldades, dada a burocracia estabelecida. Já a gestão por organizações sociais representa um avanço; é muito mais ágil, com resultados melhores. Mas é preciso que haja uma fiscalização muito bem feita por parte dos órgãos responsáveis. A sociedade tem feito este debate. Há setores que criticam. Na APM, temos o entendimento de que representa um avanço no atendimento à população e os médicos passaram a ter remuneração melhor. Obviamente, as relações de trabalho precisam obedecer a legislação para que o profissional tenha o devido amparo. Acredito ser um processo em amadurecimento, que tem ganhado vulto.
Educação médica continuada é prioridade?
Sempre. É uma necessidade. As instituições oficiais não têm isso na sua proposta de trabalho. As entidades médicas – AMB e APM – têm desenvolvido uma série de iniciativas para garanti-la, como a revalidação do Título de Especialista. A própria sociedade identifica nela uma iniciativa da classe médica para garantir qualidade no atendimento. Outros exemplos bem-sucedidos são as aulas de atualização gratuitas, pela internet, que tendem a se desenvolver, assim como os Cursos de Emergências Médicas, realizados em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde em diversas cidades do interior.
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Um gesto de cidadania em defesa do SUS
Acaba de ser criado o Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS. Encabeçado pela Associação Médica Brasileira, Associação Paulista de Medicina, representações de especialidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, inclui, pela primeira vez na história do Sistema Único de Saúde, entidades da sociedade civil da maior respeitabilidade, como a Ordem dos Advogados do Brasil/SP, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – ProTeste, o Sindhosp, a ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privadas, APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, o CROSP - Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, Idec, entre dezenas de outras.
A ação de cidadania em defesa do SUS mostra, em primeiro lugar, o crédito que o sistema tem entre os brasileiros de todas as áreas. Criado pela Constituição de 1988, representa uma proposta avançadíssima, garantindo integralidade e universalidade da assistência aos cidadãos.
Por outro lado, essa união de setores, os mais diversos, também retrata que o SUS da teoria não vingou na prática. Segue com problemas gravíssimos, entre os quais a carência de financiamento e falhas pontuais na gestão. O resultado é o atendimento em coma: macas nos corredores das enfermarias e pronto-socorros, hospitais e santas casas à beira da falência, dificuldades para o agendamento das mais simples consultas e por aí vai.
Meses atrás, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatório anual com dados sobre a saúde no mundo, entre eles os investimentos no setor por país. Entre as 192 nações avaliadas, ocupamos a medíocre 151º posição. Aqui, a parcela do orçamento reservada à saúde é de 6%. A média africana, região extremamente mais pobre e com incontáveis problemas sociais, é de 9,6%.
Diante de tal quadro, o lançamento do Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS ganha ainda mais relevância. É essencial que todos os brasileiros tomem para si essa bandeira, pois saúde, é um direito do cidadão e um dever do Estado, com consagrado pelo Artigo 196 da Constituição da República.
Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
Qualquer pessoa de bom senso sabe bem que o exercício da Medicina requer conhecimento científico de excelência, além de outros requisitos indispensáveis, como a postura humanística. Ser médico não é um sacerdócio, diferentemente do que alguns defendem. Porém, exige compromisso, responsabilidade, entrega e uma formação impecável.
No Brasil, infelizmente, isso não se aplica, ao menos quando falamos de políticas de educação e ensino. Faz tempo que resolveram formar médicos dando prioridade à quantidade e não à qualidade. Foi assim nas últimas quatro décadas, período em que saltamos de 62 faculdades de Medicina para as atuais 180.
Lamentavelmente a autorização de abertura de novos cursos médicos ocorreu - e ainda ocorre - sem critérios. Das novas faculdades, não se exigia corpo docente qualificado, infraestrutura adequada, hospital-escola e compromisso social. Assim, os empresários do ensino seguem criando escolas de péssima qualidade, pensando apenas em colher dividendos financeiros.
Claro que falamos em risco iminente à saúde e à vida da população. Além do que um médico com formação inadequada representa também desperdício para os cofres públicos. A incompetência retarda os diagnósticos, prejudica tratamentos, aumenta os gastos da assistência. Enfim, todos perdemos com ela.
A despeito do caos já bem conhecido ser continuamente denunciado por entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, muitas autoridades governamentais optam pela omissão, fazendo vistas grossas. Para complicar, frequentemente surgem aqueles que querem investir em fórmulas sabidamente equivocadas, como ocorre agora com os ministérios da Saúde e Educação.
Virou notícia dias atrás a informação de que MEC e MS estariam trabalhando em um plano nacional de educação médica com o objetivo de aumentar o número de profissionais por habitantes no país. Todos sabemos que o problema de verdade não é a quantidade de médicos. O que deve ser feito é dar condição aos médicos para o exercício qualificado da profissão. Isso passa, por exemplo, pela criação de condições de trabalho dignas, como estrutura física, equipamentos e acesso a exames de diagnostico, por remuneração justa no sistema de saúde suplementar, por gestão séria da saúde, e inclusive pela imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29, que prevê mais recursos para a saúde.
São igualmente complicadas propostas de bonificação da Residência Médica, cuja proposta indica que o médico que trabalhar até 2 anos em cidades carentes, no Programa Saúde da Família, obteria vantagens ao prestar exame de residência. Trata-se de um desrespeito ao egresso remetê-lo a áreas longínquas e sem condições de trabalho, e também à população do local, que será servida por profissionais recém-formados, tensos e ansiosos pelas condições de trabalho e pela pouca experiência, como bem advertiu o Conselho Federal de Medicina.
Aliás, dessa forma, o mérito é jogado fora. Para completar, é péssimo para os cidadãos, pois os recém-formados são médicos, mas não são especialistas. Esperamos que essas insanidades não encontrem eco na sociedade.

Na foto, Dr. Antonio Carlos Lopes e eu na Rede Mulher de TV, pgm Saúde Feminina.
O Professor Antonio Carlos, além de presidir a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, é também Diretor da Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, Universidade Federal de São Paulo.

As Cirurgias "do Mal"
por Arnaldo Cambiaghi*
É preciso dar atenção a qualquer intervenção realizada na região abdominal ou pélvica, pois essas áreas estão próximas dos órgãos reprodutivos
As alterações anatômicas do sistema reprodutor feminino estão entre as principais causas da infertilidade. Muitas delas são hereditárias como as malformações do útero: útero unicorno, bicorno, didelfo e septado, mas outras podem ser causadas por distorções da arquitetura estrutural dos órgãos, decorrentes de cirurgias.
As intervenções cirúrgicas são normalmente benéficas para a cura das doenças, porém, se forem realizadas sem necessidade e com técnicas inadequadas, prejudicam a saúde das pessoas podendo, entre outros problemas, causar infertilidade.
Dr. Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO, comenta: “Recebo com freqüência na clínica, pacientes que não conseguem engravidar e que foram mutiladas por intervenções cirúrgicas agressivas e muitas vezes desnecessárias”. Ele afirma se tratar de casos em que ovários inteiros foram retirados ainda na adolescência; cistos simples operados sem necessidade, pois eram decorrentes de uma ovulação normal; miomas pequenos e inofensivos que foram extirpados etc.
“É importante que a paciente saiba questionar o seu médico quando receber a indicação de um procedimento cirúrgico” – aconselha Dr. Arnaldo, que sugere a lista de questões a seguir:
· É realmente necessária a intervenção cirúrgica?
· Existem outras alternativas de tratamentos para o meu caso?
· Existem outras técnicas cirúrgicas diferentes da sua que têm vantagens sobre esta que o senhor me indica?
· É urgente ou posso esperar e pensar para me decidir?
· Quais os riscos?
· Quais os benefícios?
· Quais as complicações?
· Como esta intervenção poderá interferir na minha fertilidade - melhorando ou piorando?
As explicações médicas podem ser complementadas pela literatura, Internet "segura" ou uma segunda opinião. Essas medidas, muitas vezes, ajudam a esclarecer dúvidas sobre a técnica cirúrgica mais indicada para cada caso (se a cirurgia for realmente necessária), além de aumentar o grau de confiança no cirurgião que irá operá-la ao comprovar sua experiência no tipo de intervenção por ele proposto.
“Hoje em dia, com o avanço rápido da tecnologia, cada médico especializa-se em um determinado tipo de técnica cirúrgica, e isto poderá fazer a diferença. Conhecer os detalhes que envolvem as doenças e a interferência delas na fertilidade exige conhecimentos específicos” – diz Dr. Arnaldo.
Além do mais, especialistas de áreas diferentes têm interpretações diferentes da mesma doença. O especialista em reprodução humana, por exemplo, enaltece a maternidade que pode ser conseguida até os 55 anos (neste caso com óvulos de doadora) e por isso procura manter os órgãos pélvicos na sua melhor forma e função para a reprodução, esmerando-se em técnicas cirúrgicas mais conservadoras.
Outros médicos podem ter uma posição diferente e muitas vezes correta, porém, um pouco mais radical, por temerem desdobramentos indesejáveis da doença, além de, profissionalmente, não estarem envolvidos com a Preservação da Fertilidade. É importante que jovens, pais ou responsáveis, também tenham estas noções para poder ajudar a prevenir possíveis problemas futuros da fertilidade. É fundamental conhecer mais sobre cada doença para entender os prós e contras de cada intervenção cirúrgica. Mesmo não sendo médicos, estes conhecimentos poderão ajudar.
Entre as intervenções mais freqüentes realizadas na mulher estão as cirurgias de miomas, cistos de ovário e endometriose. A seguir, Dr. Arnaldo comenta cada uma:
Principais técnicas cirúrgicas para retirada de miomas
“São três tipos: a indicação de cada uma vai depender da localização, do tamanho do mioma e da experiência do cirurgião. Se o mioma for pequeno e estiver no interior da cavidade uterina (submucoso), a melhor técnica é a videohisteroscopia que é pouco agressiva, pouco invasiva e de complicações raras. Se o mioma for grande e estiver no meio da musculatura ou na região externa do útero, a melhor opção é a videolaparoscopia, mas a cirurgia convencional realizada com uma incisão no abdômen pode ser outra opção. A sutura das camadas do útero deve ser precisa para que se consiga uma reconstrução adequada do órgão, reforçada e com o mínimo de aderências. A Embolização da Artéria Uterina é feita em parceria com radiologistas e indicada em casos especiais. Muitas vezes esse procedimento é inviabilizado pela dificuldade da paciente em ser consultada por esse profissional. A indicação desta intervenção pode ser uma opção que deve ser indicada em casos específicos como os miomas que estão em localização de difícil acesso pela cirurgia. Novas alternativas como o Sistema ExAblate® 2000, uma técnica não invasiva e a cirurgia robótica estão em estudos e podem ser consideradas, mas ainda com certa precaução”.
Cisto de ovário - Diagnóstico
“Os cistos são tumorações de forma arredondada que, vistos por meio do ultrassom têm a aparência de uma bexiga cheia de líquido e, às vezes, podem estar envolvidos com estruturas sólidas em quantidade variável. Podem ter um aspecto que sugere consistência mais aquosa ou mais densa. Estas características em conjunto com o tamanho e a vascularização visibializada pelo ultrassom colorido (dopplervelocimetria) é que sugerem o tipo de cisto (endometrioma, teratoma, seroso, etc) e indicam a necessidade ou não da intervenção cirúrgica e a eventual gravidade da doença. Portanto, é essencial que a paciente faça os exames necessários para o diagnóstico e pergunte ao seu médico os questionamentos indicados no início deste capítulo. Na maioria das vezes as cirurgias radicais, como por exemplo, a retirada total do ovário, podem ser evitadas. A plástica do ovário (ooforoplastia) com a retirada somente do cisto pode ser uma opção conservadora e eficaz. A videolaparoscopia é sempre preferível em relação à laparatomia (abertura do abdômen), pois além de oferecer uma recuperação rápida no pós-operatório, é menos agressiva e produz menos danos ao ovário. É evidente que as noções apresentadas aqui são superficiais e por isso devem ser avaliadas caso a caso e com cautela, pois na medicina, qualquer tratamento deve ser individualizado”.
Endometriose
“É um diagnóstico especializado que exige do médico consultante um conhecimento abrangente da doença, pois ela pode atingir vários órgãos. Conhecida por alguns como uma "Doença sem cura", pois mesmo tratada acabaria reaparecendo, tem esta fama por receber de alguns profissionais um acompanhamento inadequado e insuficiente, principalmente nos casos de endometriose ovariana e endometriose infiltrativa profunda. Nesses casos é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados em infertilidade e que tenham experiência em cirurgia pélvica para uma resolução satisfatória”.
Conclusão
Embora os três tipos de intervenção comentados sejam os principais relacionados com a infertilidade, é importante a atenção para qualquer cirurgia realizada na região abdominal ou pélvica, pois esta região do corpo humano tem proximidade com os órgãos reprodutivos. Entretanto, antes de julgar qualquer conduta médica, é necessário exaltar que a Medicina é uma ciência de "verdades transitórias". Apresenta uma rapidez evolutiva incontrolável, tornando obsoletos, num curto espaço de tempo, os tratamentos médicos e cirúrgicos mais modernos. Sendo assim, é desaconselhável fazer julgamentos precipitados sobre procedimentos operatórios realizados no passado baseados nos conceitos e técnicas atuais, mas deve-se relevar a importância do médico em reciclar seus conhecimentos com a máxima freqüência.
Preservação da Fertilidade Relacionada às Cirurgias Recomendação às pacientes e familiares
· As pacientes devem ser submetidas a cirurgias que realmente forem necessárias;
· Deverão ser operadas por um profissional experiente que utilize a melhor técnica, tenha um objetivo conservador dos órgãos reprodutores e uma visão do futuro reprodutivo da mulher;
· Deverão ser cuidadosas no pós-operatório e seguir rigorosamente as orientações médicas.
*SOBRE DR. ARNALDO:
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi
é ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva, trilha sua carreira auxiliando casais na busca por um filho e durante toda a gestação. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Ilinos, EUA em Advance Laparoscopic Surgety. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. O especialista é diretor do Centro de reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), além de autor de diversos livros na área médica como Fertilidade Natural (Ed. LaVida Press), Grávida Feliz, Obstetra Feliz (LaVida Press), Fertilização um ato de amor (LaVida Press), Manual da Gestante (Ed. Madras) e Os Tratamentos de Fertilização e As Religiões (Ed. LaVida Press). Criou também os sites: www.ipgo.com.br; www.fertilidadedohomem.com.br; www.fertilidadenatural.com.br , onde esclarece dúvidas e passa informações sobre a saúde feminina, especialmente sobre infertilidade. Apresenta seu trabalho em Congressos no exterior, o que confere a ele um reconhecimento internacional.
Dra. Angelita Gama: Prêmio Conrado Wessel de Medicina.
Numa
cerimônia ágil, com discursos interessantes, e o violino de
Moisés Bonella, na Sala São Paulo, foram entregues os
prêmios de fotografia, ciência, cultura e medicina da
Fundação Conrado Wessel.
Pra quem não sabe, Conrado era filho de fotógrafo e dono de loja de fotografia. Na década de 1950 já se associara à gigante do ramo, a Kodak, que incorporou o papel fotográfico que ele inventara e que era de tão boa qualidade e resolução que a Kodak não quis correr o risco de tê-lo como concorrente...
Profa.Dra. Angelita Habr Gama, a primeira mulher a se tornar professora titular de cirurgia da USP, foi também uma das primeiras a enfrentar o preconceito das escolas de Medicina e da carreira acadêmica e optar pela cirurgia. As primeiras médicas eram no máximo pediatras e ginecologistas.
Detentora
de inúmeros prêmios e honrarias internacionais, Angelita
renunciou à maternidade para dedicar-se à carreira
completamente. Casada com o também professor de medicina,
Joaquim Gama (na foto acima), ela é ainda responsável pela
transformação da coloproctologia em especialidade médica.
Angelita ainda nos deu, a mim e ao Kalil Duailibi, a honra de prefaciar o nosso livro "Mergulho na Sombra", lançado em 2011 pela editora Cultrix.
Os outros agraciados deste ano foram:
- Ciência: Jairton Dupont, um dos 100 químicos mais importantes do mundo.
- Cultura: o cineasta Nelson Pereira dos Santos.
(foto: Caetano, Angelita, eu, Regina, Renata e Gama)
HOUSE: a série de TV mais assistida do Mundo!
e quem é o House Brasileiro?

Oitenta milhões de pessoas, em todo o mundo. assistem a série HOUSE regularmente. Há muitos anos a televisão não via tal sucesso.
A Editora Best Seller acaba de publicar o livro "O Guia Oficial de House". Já recebi e, embora tenha uma pilha de livros pra ler e resenhar, vou ler House primeiro...kkkk... ele tb me pegou.
Por que será, na sua opinião, que House faz tanto sucesso? Se vc tb curte, vamos tentar descobrir?
Clique aqui para ver algumas opiniões.
Para opinar também, clique aqui.

A imprensa brasileira elegeu dois médicos como os "houses nacionais". Um deles é o Dr. Paulo Olzon, o outro, o Dr. Salmo Raskin. Clicando no nome de cada um deles, vc vê as matérias sobre o assunto.
O Bandido Virou Mocinho
(Médicos X Convênios)
Todo
mundo sabe que um dos campeões em queixas no PROCON é o
plano de saúde, ou convênio médico, ou seguro saúde ou rede
suplementar...
Todo mundo sabe que os convênios (vamos chamar assim pra não esticar) são também campeões da enrolação e que já foram obrigados a tirar aqueles letrinhas miúdas do contrato onde o pobre do cliente não conseguia ler de que maneira eles iam descumprir as próprias promessas.
Todo mundo sabe que existem ótimos convênios, aqueles que custam acima de 2 mil reais/mês.
Todo mundo sabe que, na hora que alguém precisa de um atendimento realmente caro, oneroso, de um procedimento médico qualquer que vá custar fortunas ao dia (como é o caso das UTIs) a maioria dos clientes de convênios precisa acionar a justiça (e arcar com os altos custos de entrar com um processo judicial) para ter seus direitos reconhecidos.
Todo mundo sabe que uma consulta médica não custa de 16 a 40 reais. Custa muito mais. Mas é isso que os convênios, em geral, pagam aos médicos.
Você sabe quanto custa, para as famílias e para o Estado, formar um médico?
Você sabe que eles estudam em período integral e, portanto, alguém tem que pagar a conta dos estudos e da sobrevivência deles enquanto estão na faculdade?
Você sabe que um médico estuda, por baixo, 10 anos pra se especializar?
Você sabe que um médico tem que passar a vida inteira estudando se quiser se manter medianamente atualizado?
Muito bem. Cansados de receber uma remuneração muito abaixo do que lhes seria devido, os médicos brasileiros resolveram protestar contra os planos de saúde.
Resultado: algum órgão da justiça nacional (que eu não sei qual é e faço absoluta questão de não saber mesmo) resolveu punir as grandes entidades médicas pela audácia de protestar e de fazer uma paralisação simbólica no atendimento aos convênios.
Esses mesmos convênios que, se puderem, passam seus clientes pra trás, querem fazer do médico mais um trabalhador assalariado e oprimido, (esquecendo-se que a arte de curar não funciona enquadrada, que exige criatividade e intuição) e pretendem dizer quais os exames e procedimentos que os médicos podem ou não solicitar aos seus pacientes.
Nós, cidadãos, premidos pela necessidade de recorrer aos atendimentos médicos particulares, embora paguemos altíssimos impostos e tenhamos simplesmente direito aos atendimento de saúde nos postos e hospitais públicos; nós que pagamos duas vezes pelo mesmo péssimo serviço de saúde, público e privado, que nos é oferecido, vemos os médicos, que deveriam ser os heróicos mocinhos, transformados subitamente em bandidos por uma decisão altamente discutível de algum órgão público.
A idéia de que helicópteros, hospitais que mais parecem hotéis cinco estrelas, máquinas sofisticadas e outras baboseiras semelhantes e consumistas, fazem uma boa Medicina, é mais um dos grandes equívocos nacionais.
O que faz uma boa Medicina são os bons profissionais da saúde, incluindo aqui os médicos, é claro. São eles e não as máquinas ou o serviço de quarto.
Não existe vontade política, no Brasil, de consertar a saúde pública. Deve ser porque a saúde privada, quase compulsória, representada pelos convênios, deve ter grandes amigos no poder.
Isso, como diria o Boris, é uma vergonha.
Presidenta, você que é mulher, que é mãe, que sabe o quanto valem os cuidados de uma mãe para a sobrevivência das crianças, deve compreender melhor do que os trogloditas da medicina mercantilista a luta dos médicos brasileiros. Preste atenção a ela.
Isabel Vasconcellos,
a primeira jornalista a fazer um programa médico para a TV Brasileira.
ILUSTRAÇÃO:
The
doctor. Samuel Luke Fildes, 1891
Galeria Tate, Londres.
A REVOLTA MÉDICA E A MÁQUINA DO TEMPO
Imagine
como seria entrar na Máquina do Tempo e recuar uns 100 anos.
No começo do século passado, nos pequenos e nos grandes centros urbanos, havia três grandes autoridades: o político, o padre e o médico. Esses dois últimos serviam também, às famílias, como sábios conselheiros e sabiam muito bem que o trabalho de um influenciava o do outro: ou seja, sabiam, empiricamente, que a saúde e a alegria não vivem uma sem a outra, como diria o Dr. José Knoplich.
Agora imagine você chegar pra um desses próceres daquele tempo e dizer a ele que, dali a cem anos, a profissão dele seria desvalorizada a ponto dos médicos terem que se reunir em passeata para exigir uma remuneração digna. Imagine dizer a ele que o povo em geral, abandonado pela saúde pública, sujeito a filas intermináveis e a espera de meses e meses por um simples exame, começaria a transferir para os médicos a frustração causada por esse tipo de atendimento. Imagine ainda dizer a esse orgulhoso doutor que ele teria seus procedimentos e pedidos de exame sujeitos a restrições por parte de grandes empresas que agiriam como se fossem seus patrões e ele, seu empregado.
Provavelmente ele trancaria você num hospício.
Neste 7 de
abril de 2011, Dia Mundial da Saúde, uma mobilização da classe
médica como jamais sonhamos.
Abaixo, o histórico dos encontros que culminaram com a decisão das entidades médicas (SOGESP, a primeira a chiar, AMB, APM, Sindicato do Médicos e, agora, muitas outras sociedades e associações médicas que se uniram ao movimento) de paralisar, por um dia, o atendimento aos planos de saúde que, desrespeitosamente, gostariam de transformar mais uma profissão liberal em profissão assalariada, esquecendo-se, inclusive, que esta, a Medicina, é a mais nobre das profissões.
Consola-me pensar que, antes de morrer, as pessoas responsáveis por esse acinte terão, muito provavelmente, suas vidas depositadas nas mãos de um médico. Talvez então tenham a chance de pedir perdão.
Isabel Vasconcellos,
a primeira jornalista a fazer um programa médico para a TV Brasileira.
ILUSTRAÇÃO:
O Médico e a Boneca, Norman
Rockwell, 1929
Norman Rockwell Museum, Stockbridge, U.S.A.
Veja quantas feras da Medicina foram ao nosso jantar de 4 mil programas médicos:
clique aqui para ver o vídeo do Jantar (5 minutos)
clique aqui para ver a mini-palestra (6 minutos)
Completei 4 mil programas de TV.
Para comemorar, o Dr. José Carlos Iglesias (médico nutrólogo e um dos donos dos
Restaurantes Rubaiyat) e eu promovemos um evento .
Coquetel. Palestra. Jantar.
Para os médicos que mais prestigiaram o meu programa.
Clicando também na foto à esquerda você assiste o vídeo e confere as feras da medicina que estiveram lá.
Na minha mini-palestra de 6 minutos, contei a história dos meus programas e de como fui parar na TV. (Clicando na foto à direita, você assiste a palestra)

aqui as fotos do
livro e do Iglesias e também uma nota publicada numa coluna social, em 1999,
quando promovemos um outro jantar para médicos... Faz tempo, hein?

Artrite
Reumatóide é uma doença auto-imune. Trocando em miúdos: o corpo, não se sabe
porque, se confunde e usa os mecanismos de defesa para se defender das
próprias articulações, criando dor e deformidade. Como quase todas as
doenças, quando precocemente tratada pode ser controlada. Não tratada,
progride para a incapacitação da pessoa e as deformidades por ela causada se
tornam irreversíveis.
O laboratório Roché lançou um novo medicamento biológico e convidou os jornalistas para um evento onde esclareceu sobre a doença e sobre o novo medicamento.
Clique na foto (teto do Hotel Maksoud Plaza) para assistir o vídeo de cinco minutos com a palavra dos médicos presentes ao evento.
Clique aqui para ver a entrevista que o Amaury Jr. fez comigo sobre O Fantasma, lá no jantar do Leopoldo, Laços de Esperança.
Laços
de Esperança é o nome da
Campanha de Prevenção ao Câncer do Intestino, uma iniciativa da Abrapeci e
da Associação Brasileira de Câncer. A Dra. Angelita Gama está à frente e
ofereceu um jantar no Restaurante Leopoldo da Faria Lima.
Foi uma noite maravilhosa. Neguinho da Beija-Flor e o prefeito Kassab também estavam lá. Amaury Jr. fez a cobertura completa para TV e, de quebra, me entrevistou sobre o livro O Fantasma da Paulista. Confira o vídeo que fiz sobre o evento clicando na foto.
Dia Internacional da Mulher na Livraria da Vila
Muita
alegria e muitos sorrisos na homenagem que a Livraria da Vila prestou às
mulheres em seu Dia Internacional.
No 8 de março, tive a honra de produzir e coordenar dois debates: um na Livraria da Vila Madalena e outro na dos Jardins. Convidei algumas médicas feras. Confira, clicando na foto para ver o vídeo do encontro.
Adriana Mazzoni é a minha querida amiga e odontopediatra que participa dos meus programas de TV e até já me substituiu na apresentação do Só Saúde. Adriana também é atriz. Clique na foto (ou aqui) para ver um vídeo de 7 minutos sobre a atuação dela no palco.
Dr.
Joel Rennó lançou seu livro na Fnac Pinheiros.
Foi um inacreditável sucesso. Todos os exemplares que a editora mandara para
a livraria (460 exemplares) se esgotaram. Parabéns para ele."Mentes Femininas", Ediouro editora
Assista
o vídeo da palestra do Dr. Alfredo Salim Helito, um dos organizadores do
livro "Saúde, a Enciclopédia Médica da Família",
que conta com a colaboração de 120 médicos. Dr. Paulo Kauffman é o outro
organizador. O tema da palestra é "Democratização da Linguagem Médica" e o
vídeo tem apenas 7 minutos.
Clique aqui ou na foto.
Organizado
pela Dra. Tânia Santana (responsável pelo setor de sexologia do Hospital Pérola
Byingthon), aconteceu o X Curso de Saúde Sexual e Reprodutiva para a equipe
multiprofissional do Centro de Referência da Saúde da Mulher. Muitos
profissionais da saúde e médicos importantes deram aulas das 8 da manhã às 8 da
noite. E, como ninguém é de ferro, com direito, no final, a coquetel com vinhos
salton e pianos de Charles Franz. Veja vídeo com takes do evento, clicando na
foto.
Fomos ao coquetel de inauguração do
Hospital São José, um investimento de 60 milhões de reais, com toda a
tecnologia e o conhecimento do corpo clínico da Beneficência Portuguesa.
Antonio Ermínio de Moraes apresentou à São Paulo um nova opção em
atendimento hospitalar, com hotelaria de luxo e destinado ao público
sofisticado.
O
mais interessante da história é que este novo empreendimento vai fazer caixa
para que a Beneficência Portuguesa possa continuar a prestar atendimento
gratuito à população de menor renda, o que ela já faz desde 1859. Antonio
Ermínio está há 4 décadas à frente da instituição e, para inaugurar esse
novo e luxuoso hospital, recebeu o prefeito de S.Paulo, Gilberto Kassab, o
governador então em exercício, Alberto Goldman e o Prof. Dr. Adib Jatene.
Nós estávamos lá e encontramos muitos médicos amigos e queridos, como o Prof.Dr. Fadlo Fraige Filho e a Dra. Silvana Chedid.
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